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Cristiano Wardil
É no cemitério da vida que a alma floresce
Textos
As borboletas estão livres
À minha Avó

Um dia todos seremos saudade de alguém
Mas não como aquela que dói
Como se algo tivesse perdido
É a saudade do momento que não fora vivido

A eternidade é o estado das coisas como está
E como seu verbo se foi
O que ficou
Prefiro deixar como está

Enterra-se junto a gramática
Os bons costumes
Liberta-se, enfim,
Das paredes, as borboletas

No seu jardim de concreto  
Abrirei um brechó
Chapéus em promoção
Lenços da mais fina seda

Um dia todos seremos saudade de alguém
E que você seja eterna
Não como a borboleta
Mas como o verbo em si














CRISTIANO WARDIL
Enviado por CRISTIANO WARDIL em 14/08/2025
Alterado em 14/08/2025
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