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Cristiano Wardil
É no cemitério da vida que a alma floresce

O Veleiro Cego

 

Amar-te é amar o mar

Naufrágio sem cais

Sem beira

Sem ar

 

É navegar

Num veleiro de palha

Com o leme oco

E a vela brocada

 

E do vento de popa

Que anuncia o capote

Eu tento a sorte

De não afundar