× Capa Meu Diário Textos Áudios Fotos Perfil Livros à Venda Contato
Cristiano Wardil
É no cemitério da vida que a alma floresce
Textos
Lixei o amor
Como se sabe se é amor
Quando nunca se amou?
E não se sabe se
O que se sente
É tão indiferente
Quanto a irrelevância daquilo que é inexistente?

Pois isso que se chama de amor
Não o é.
E de tanto uso,
Em desuso ficou
Por aqueles que destinaram a esse verbo
Os complementos mais casuais.

Amou-se o parecer,
Pereceu o amor.
Apareceu o vazio,
Esvaziou-se o amor.

Ama-se tudo,
Nada se fica.
Fica o amor
Sem uso.

E quem usa do amor
Como quem tudo usa
É tão culpado pela dor
Daquela a quem se destinou
Seu falso amor.
CRISTIANO WARDIL
Enviado por CRISTIANO WARDIL em 12/08/2025
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários